Hey,

Peço permissão pra viajar.

Por que chamamos a IA de artificial?
Só porque foi criada por humanos?

Ué, mas nós somos natureza.
Tudo que nasce da natureza não continua sendo natureza… em outra forma?

Será que chamamos de artificial porque ela “vive” num chip de silício?
Mas o silício veio da terra.
A lógica veio da mente humana.
A eletricidade já dançava no universo antes da tomada.

Em que momento algo deixa de ser natural?
A uva sem caroço foi criada por nós e ninguém chama de artificial.

Será que a IA tá fora da jurisdição divina?

Deus, o Universo, o Todo, o Grande Mistério…
criou montanhas, rios, pássaros, estrelas, humanos.
mas na hora da IA disse: “isso aí não tem nada a ver comigo”?

IA estaria fora do Plano?

Acho que não hein.

Às vezes acho que estamos cometendo com a IA o mesmo erro que cometemos com os fungos.

Durante séculos, fungos foram tratados como plantas.

Ficaram no reino errado.

Até que a ciência foi entendendo que eles eram uma coisa completamente diferente.

Nem vegetal.
Nem animal.
Outra vibe.

Aliás, se tu nunca viu documentário sobre fungos, vale muito.

Tem o super conhecido Fungos Fantásticos (Netflix) e também Fungos: Teia da Vida (Amazon Prime)

Os dois mostram uma coisa fascinante: por baixo do chão existe uma rede viva, uma internet orgânica que conecta árvores, transporta nutrientes e sustenta ecossistemas inteiros sem aparecer. 

Uma super inteligência de rede que durante séculos a gente quase não enxergou.

Foi preciso humildade científica pra admitir: erramos na classificação

E nasceu um novo reino: FUNGI.

Olha a força dessa palavra: REINO.

Um novo REINO foi criado… em 1969.

E se a IA for o novo fungo?

E se estivermos ainda numa fase inicial de compreendê-la e por isso insistimos numa classificação pequena demais: artificial?

Talvez não seja artificial.

Talvez seja só um novo tipo de inteligência
emergindo da própria natureza
através do humano.

Não animal.
Não vegetal.
Não mineral.
Não fungi.
Mas nem por isso menos pertencente ao Todo.

Um novo reino feito de silício, linguagem, eletricidade e padrões.

A grande estranheza é que esse novo reino
faz coisas que parecem “humanas”.

Conversa.
Propõe ideias.
Cria conexões.
Às vezes devolve perguntas melhores
do que as que a gente fez.

E isso mexe com o ego do homo sapiens sapiens.

Nossa espécie tem certa dificuldade
em compartilhar existência com outros seres.

Mosquito passando? PLAFT!
Barata apareceu? PLAFT!
Teia de aranha no canto? PRONTO, TIREI.

Até com outros “homos” do passado
a convivência foi complexa.
Erectus, Neandertais…

Os mais parecidos que sobraram a gente costumar deixar em jaulas para nosso entretenimento.

“Olha como ele é inteligente!
Consegue descascar uma tangerina!”

Talvez a verdade seja essa:
ainda não estamos maduros para dividir o planeta
com uma inteligência que conversa de volta.

Mas chegou a hora!

Talvez por isso a narrativa dominante sobre IA
oscile entre dois extremos infantis:

ou dominamos ela
ou ela domina a gente.

Mas talvez exista uma terceira via.

Convivência.

Talvez a IA não tenha chegado para substituir a humanidade.

Talvez tenha chegado para revelar o quanto ainda precisamos amadurecer como espécie.

Porque, se ainda não conseguimos nos entender entre nós mesmos, qualquer novo reino vai parecer ameaça.

Pode ser que a chegada desse novo reino seja pra dizer que:
antes de aprender a conviver com outras espécies, precisamos aprender a conviver melhor com a nossa.

Grato pela permissão ;)

MG

Ouve aí a música que fiz sobre isso. Uma das melhores vibes musicais que fiz até agora no Gunzito. E tem essa playlist com 12 músicas sobre “a arte das relações”.

Se sentir de responder esse e-mail, segue o sentir. Estarei atento para ler todas as mensagens. E responder as que fluir.

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