Salve, salve!

Esses dias aconteceu uma coisa que eu achei engraçada.

Eu tava fechando o repertório do primeiro show público do GUNZITO, dia 30 de agosto.

Juntei todas as minhas letras, mandei pro AI e falei mais ou menos:

“Tenho todas essas músicas aqui e escolhi essas 16 pro show. O que tu acha desse repertório?”

Ela analisou e me deu um feedback:

“Murilo, tuas músicas têm um padrão muito comum. Elas geralmente nascem de uma tese filosófica tua, de uma ideia sobre autoconhecimento, e tu transforma essa tese num refrão e numa música.”

Até aí, beleza.

Aí veio:

“Estou sentindo falta de músicas que não nasçam de uma tese. Que nasçam de uma emoção.”

Peraí.

A AI tá me dando lição pra colocar mais emoção nas coisas?

É isso?

A inteligência artificial tá dizendo que eu tô muito mental?

Muito intelectual?

Muito… robótico? 😂

Pior que eu concordei.

Ela me deu um exemplo: Guarda Compartilhada.

Essa música nasceu depois que um casal amigo meu se divorciou.

Eles brigaram feio.

Discussão, xingamento, aquela coisa toda.

E o filho pequeno deles ouviu.

Aquilo me pegou.

E me veio uma ideia:

E se, numa separação, o juiz de Vara de Família juntasse o pai e a mãe e dissesse:

“Pai, fale bem da mãe.”

“Mãe, fale bem do pai.”

“Quem conseguir falar melhor do outro fica mais tempo com a criança.”

Daí veio a música.

E um pedaço dela diz:

Quem conseguir falar melhor do outro

Fica mais tempo com o nosso bem

Quem for maior que o próprio orgulho

Vai ser maior pra ele também

No fim das contas, a AI tinha razão.

Coloquei Guarda Compartilhada no repertório.

Vai estar no nosso primeiro show público do GUNZITO, dia 30 de agosto, na Casa Rockambole, em São Paulo.

Talvez tecnologia sirva pra isso também:

lembrar a gente de ser mais humano.

Se quiser ouvir Guarda Compartilhada, fizemos um vídeo lyrics dela no Instagram:

E se quiser ouvir ao vivo:

Nos vemos lá.

Murilo

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